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SEXTA-FEIRA – 23.11 – DESAFIOS PARA A COMUNICAÇÃO DE ESQUERDA

9h15 – EXPOSIÇÃO – Grandes corporações de comunicação nas Américas

O jornalista Gilberto Maringoni fará uma exposição sobre os grandes grupos de comunicação das Américas do Norte, Central e Sul, mostrando o poder e a influência dos oligopólios de mídia no continente. A palestra vai acontecer no dia 23.11, às 9h15.

10h – DEBATE – Desafios da esquerda na América Latina hoje

Golpe no Paraguai, mudanças no Mercosul, eleições na Venezuela, ataques da mídia burguesa aos governos de Cristina Kirchner (Argentina), Rafael Correa (Equador) e Evo Morales (Bolívia)… Para entender melhor a história e a atualidade do nosso continente, e os desafios para os movimentos de esquerda, foram convidados os seguintes palestrantes: o professor Nildo Ouriques, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e membro do Instituto de Estudos Latino Americanos (IELA); a cientista política Vânia Bambirra, e o diplomata Samuel Pinheiro Guimarães. A mesa acontece na sexta-feira, dia 23.11, às 10 horas e será coordenada por Miguel Borba de Sá, pesquisador do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS). Para enriquecer esta reflexão, que merece ser tema de reportagens, artigos e entrevistas de veículos sindicais e alternativos de esquerda serão lançados livros essenciais para aprendermos mais sobre os países vizinhos e a importância da integração. Saiba mais sobre os debatedores.

NILDO OURIQUES é professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina. Atua principalmente nos temas: análise do capitalismo contemporâneo e América Latina, interpretação do capitalismo latino-americano, análise crítica do desenvolvimentismo e, nos últimos anos, na relação entre nacionalismo e marxismo na América Latina. É presidente do Conselho Editorial de “Pátria Grande. Biblioteca do Pensamento Crítico Latino-Americano”, coleção lançada pelo Instituto de Estudos Latino-Americanos da UFSC/Editora Insular.

SAMUEL PINHEIRO GUIMARÃES é diplomata. Ingressou no Itamaraty em 1963. É mestre em economia pela Boston University e foi secretário-geral das Relações Exteriores do Ministério das Relações Exteriores de janeiro de 2003 a outubro de 2009. Depois foi ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, cargo que deixou em dezembro de 2010, no final do Governo Lula. Foi também Alto-Representante Geral do Mercosul tendo como funções a articulação política, formulação de propostas e representação das posições comuns do bloco. Atualmente, é professor do Instituto Rio Branco (IRBr/MRE). É autor dos livros Quinhentos anos de periferia (UFRGS/Contraponto, 1999) e Desafios brasileiros na era dos gigantes (Contraponto, 2006), entre vários outros.

VÂNIA BAMBIRRA é cientista política e doutora em Economia pela Universidade Nacional Autônoma do México. É uma das formuladoras da Teoria da Dependência, uma interpretação crítica dos processos de reprodução do subdesenvolvimento na periferia do capitalismo. Participou da organização revolucionária Política Operária (Polop), que lutou contra o regime militar no Brasil. Exilada no Chile integrou o Centro de Estudos Sócio-Econômicos (CESO). Após o golpe de Estado partiu para novo exílio, dessa vez no México. Voltou ao Brasil apenas nos anos de 1980. É autora de A Revolução Cubana – uma reinterpretação (Centelha, 1975) e de A teoria marxista da transição e a prática socialista (Editora da Universidade de Brasília, 1993), entre outros.

MIGUEL BORBA SÁ é bacharel e licenciado em História e Mestre em Relações Internacionais. É membro do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS) e integra o Projeto Ecodesenvolvimento.

14h – DEBATE – Internet: blogs, Fcebook e Twitter


Quem faz parte do mundo da comunicação não pode deixar de aproveitar o potencial da internet e das novas redes sociais, como Twitter e Facebook. Para debater a importância desses meios, aliados a formas tradicionais de comunicação, estarão presentes os jornalistas Leandro Fortes, da revista Carta Capital e Renato Rovai, da Revista Fórum. Também tratará do assunto Aldo Sauda, formado em Relações Internacionais pela PUC/SP e correspondente da Caros Amigos no Egito, onde acompanhou os desdobramentos da chamada “Primavera Árabe”. O uso politizado destas ferramentas será discutido na sexta-feira, 23.11, às 14h. Veja quem serão os debatedores.

ALDO SAUDA é formado em Relações Internacionais, faz pesquisa no Egito e é correspondente da revista Caros Amigos.

LEANDRO FORTES é jornalista da Carta Capital, professor e escritor, autor dos livros Jornalismo Investigativo, Cayman: o dossiê do medo e Fragmentos da Grande Guerra, entre outros. Sua mais recente obra é Os segredos das redações. É criador do curso de jornalismo on line do Senac-DF e professor da Escola Livre de Jornalismo.

RENATO ROVAI é jornalista, mestre em Comunicação, editor da Revista Fórum, midialivrista e blogueiro.

PERFORMANCE

Antes da mesa que vai debater a mídia e a Ditadura de 1964, o Levante Popular da Juventude, organização de jovens militantes que tem realizado diversos atos (“escrachos”) exigindo a punição dos crimes cometidos por militares fará uma performance. 

16h – DEBATE – A mídia e o debate da Ditadura de 64

Inúmeros livros vêm sendo publicados sobre a ditadura civil-militar que se instalou no país após o golpe de 1964. São biografias, relatos, pesquisas e até ficções que relembram um período que não deve ser esquecido. Também neste ano foi criada a Comissão Nacional da Verdade, considerada por muitos um avanço nas investigações sobre o que ocorreu naqueles anos. Os jornalistas Chico Otávio, do jornal O Globo, e José Arbex Jr., da Caros Amigos, debaterão este assunto no 18º Curso Anual do NPC, mostrando em que avançamos e em que ainda precisamos avançar.

CHICO OTÁVIO é repórter especial da editoria País do jornal O Globo, onde tem publicado diversas reportagens sobre a ditadura militar, entre elas Relato dos porões: cobra e jacarés na hora da tortura. Trabalhou como repórter nos jornais Última Hora (RJ), Jornal dos Sports (RJ), O Estado de S. Paulo (sucursal Rio). Foi vice-presidente da Associação da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e ganhou o Prêmio Esso cinco vezes. Entre outros, ganhou também o Prêmio Cláudio Abramo de Jornalismo 2000, com uma série de matérias sobre o Poder Judiciário Brasileiro. Foi, também, professor do Departamento de Comunicação Social da UniverCidade (RJ) e é professor da PUC-Rio.

JOSÉ ARBEX JR. é jornalista, escritor e professor. Graduado em Jornalismo pela Universidade de São Paulo e doutorado em História Social pela. É professor do curso de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Trabalhou no jornal Folha de S. Paulo e foi editor-chefe do jornal Brasil de Fato. Atualmente, Arbex é editor especial da revista Caros Amigos. Ganhou o Prêmio Vladimir Herzog de jornalismo em 1999 com a reportagem: Terror no Paraná. Venceu também o Prêmio Jabuti, em 1997, com o melhor livro reportagem: O século do crime. É autor também de Showrnalismo – a notícia como espetáculo e O Jornalismo Canalha, ambos da editora Casa Amarela.

19h – EXPOSIÇÃO – Marco regulatório e Conselho Nacional de Comunicação

Uma das principais pautas dos movimentos que lutam pela democratização da mídia no país é a aprovação de um novo marco regulatório das comunicações. Para entidades como Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e Intervozes, o novo marco deve passar uma consulta pública, para estimular debates por todo o país e a participação da sociedade como um todo. Outra bandeira histórica dos movimentos é a atuação do Conselho Nacional de Comunicação, previsto na Constituição Brasileira. O Conselho foi reativado recentemente, mas recebeu duras críticas dos movimentos sociais, pois os nomes foram aprovados sem qualquer consulta prévia. A necessidade de se aprovar uma nova legislação para o campo da comunicação no Brasil e o estágio atual do Conselho Nacional de Comunicação serão debatidos na sexta-feira, 23.11, às 19h pelos jornalistas e ativistas pela democratização da comunicação João Brant e Renata Mielli. Saiba um pouco mais sobre eles:

 RENATA MIELLI é jornalista, diretora do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé Barão de Itararé e membro do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação.

JOÃO BRANT é jornalista e mestre em Regulação da Mídia e da Comunicação pela London School of Economics and Political Science. É membro do Coletivo Brasil de Comunicação Social (Intervozes) e do Observatório do Direito à Comunicação.

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